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sábado, 31 de outubro de 2009

Entre a cerveja, o sol, a árvore



Certo,

ao falar das coisas elas, vivas, nos atormentam. Até o não pronunciar das palavras, a grafia estranha das letras sobre uma superfície delicada. Surge daí aquela dúvida, e a ainda maior impetuosidade em afligir os alheios com aquela narrativa famigerada, reiterada pela onipresença do sofrimento e da busca pela felicidade.

Felicidade que não está nos prometidos épicos em que assistimos ou nos forçosos diálogos de Viver a Vida. Que talvez esteja em uma barra de cereal, ou nas loucuras de um amigo que se deixa fotografar entre árvores, cerveja e olhares assustados dos "normais".

E a noite desliza, traz surpresas... O que toca, e não nos toca, ou tantos toques loucos, ávidos.

Houve menos do se esperava, mas acho que mais do que se podia, dada as condições materiais.

E como ainda elencado por um próximo: a frente de trabalho não foi exitosa, mas se trabalho é transformar a matéria, creio que tive sucesso em alguns aspectos. rs...

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Comercial São Luis

Moacir dos Anjos em seu livro Local/Global traz esta obra de arte como exemplo de transformações nas relações entre o universo global com as particularidades do regional.

O muro estampado pelo slogan do comercial são luis traduz exatamente essa relação: Tudo no mesmo lugar!

Texto ótimo, que tanto me fez sorrir ontem ao sair da prova teórica do processo seletivo do mestrado.


terça-feira, 27 de outubro de 2009

Meninas



Pelas mãos e links do vinicius figueiredo conheci essas duas moças. Lindas, intensas, uma perfomance musical. Em palavras do vinicius: a arte contemporânea.

A história é bela, constestadora, subversiva. A sonoridade extasiante.

Vale a pena se deter por algum tempo para a apreciação.

domingo, 25 de outubro de 2009

Beto Leão

Ao começar a pesquisar o cinema, em especial as salas de exibição na capital goiana, cruzei-me com os escritos de Beto Leão.

Entusiasta, documentarias, apaixonado pela sétima arte. Tive em seu livro, "Goiás no Século do Cinema" uma referência histórica, passagens e análises muito válidas para fundamentar meu trabalho monográfico.

Ao acaso, estava vendo tv pela manhã, o vi em uma entrevista em um programa local, chamado raízes. Ouvi atentamente. Ao fim, soube que era uma homenagem póstuma e que ele havia morrido esta semana.

Leão é daqueles que ousaram, buscaram possibilidades outras. É daqueles que merece uma releitura de sua obra, que não é por exemplo, nem ao menos citada ao se estudar cinema, imagem ou o que o valha, nas faculdades, nos cursos de comunicação.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Falando de amor

Tom Jobim
Se eu pudesse por um dia
Esse amor, essa alegria
Eu te juro, te daria
Se pudesse esse amor todo dia
Chega perto, vem sem medo
Chega mais meu coração
Vem ouvir esse segredo
Escondido num choro canção
Se soubesses como eu gosto
Do teu cheiro, teu jeito de flor
Não negavas um beijinho
A quem anda perdido de amor
Chora flauta, chora pinho
Choro eu o teu cantor
Chora manso, bem baixinho
Nesse choro falando de amor
Quando passas, tão bonita
Nessa rua banhada de sol
Minha alma segue aflita
E eu me esqueço até do futebol
Vem depressa, vem sem medo
Foi pra ti meu coração
Que eu guardei esse segredo
Escondido num choro canção
Lá no fundo do meu coração

Nos dias em que fico monotemático escolho canções ou versos.

Esta, lindamente cantada por Tom Jobim acompanha estes momentos.

Vem depressa...

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Devagar



Estava pensando em um samba da Roberta Sá, mas...

Ao buscar uma imagem, achei esta, que não sei bem o porque tive o ímpeto de postá-la.

Andei lendo que as imagens estão em ascensão e as palavras se esvaindo, pois reservo-me no direito de não descrever motivos.

Mas o melhor, e que

percebo a razão da imagem ter despertado, mesmo que de leve, algum interesse.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

À Deriva



As aulas fantasmas da Facomb persistem. Não havendo o bom datashow da professora e suas imagens amadas, fui ao cinema em companhia de um jovem, que poucos dias regressara à Goiânia.

Sem aula, com calor, um cinema seria de bom tom.

O filme, que intitula a postagem, é leve e pretensioso. Senti alí uma imensa necessidade de dizerem; somos complexos, densos, eróticos. Afrancesados, primos distantes da nouvelle vague.

Isso inclui muito cigarro, minutos de silêncio e uma trilha densa e sufocante.


A companhia, por fim, não me deixou à deriva, rs!