Powered By Blogger

sábado, 25 de julho de 2009

Confronto



As peças ajeitam-se como um brinquedo de montar.
A rua, a bebida, o cenário usual.

O perigo, o risco, a transgressão.

O olhar dissimulado, a falsa confiança, o tremor pela baixa repentina da temperatura. Mais que um corpo presente, uma materialidade cobiçada há tempos...

Um não querer acordar. Ao abrir os olhos, fitar as paredes e o teto, vem aos olhos uma criteriosa e aprimorada reconstituição. Oportuno repertório visual, inoportuna constatação.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Bom Par


Eu sei
Que às vezes não sou quem
Te faz rir
Te faz sonhar

Eu não sei
Às vezes eu não sei
Me conter
Me comportar

Deixa amanhecer
Foi meu mal
Foi sem querer
Vou aprender o que é ser um bom par

Eu sei
Que as vezes não sou quem
Te faz rir
Te faz sonhar

Que não sei
Às vezes eu não sei
Me conter
Me controlar (...)

MopTop

quarta-feira, 22 de julho de 2009

O texto do lucas

Lucas é um amigo de Curitiba muito especial.

Nos conhecemos em 2007, naquela cidade linda...passeamos, conversamos, rimos.

Desde então trocamos textos, mensagens, palavras afetuosas.

Ontem um texto breve que o menino paranaense enviou despertou decisões muitas em mim.
Como disse a ele, forças que nunca seriam despertadas por psicólogos, terapias e afins.

Peço licença a ele para reproduzir aqui a história:

A rosa e os espinhos

Julian Gasmar, de dias, observava a rosa envolvida pela sebe. Sufocada, a rosa tentava respirar um pouco de sol. Julian Gasmar atinara-se de que precisava salvá-la dos espinhos, mas se perdia observando-a. Quis resgatá-la; teve as mãos arranhadas e conteve-se.

A rosa, teimosa, avançava pelo pouco espaço entre os galhos da roseira; teve rasgadas suas pétalas. Julian Gasmar tentou de novo, cuidando dos espinhos. Alcançava a rosa e mais densa ficava a sebe. Sentiu um pico e o sangue correu-lhe o dedo.

Dirigiu-se à botânica. E contou com pormenores sobre a rosa e a sebe e os espinhos e o pico e o sangue. E contou que queria de alguma maneira salvar a rosa, que precisava de alguma maneira salvar a rosa, que desejava de alguma maneira salvar a rosa, que haveria de alguma maneira de salvar a rosa.

O botânico atentou ao discurso de Julian Gasmar. Tudo ouviu e cerimonioso ponderou: “é o ciclo natural, Julian... as rosas crescem, florescem e morrem, umas nem florescem, outras perecem quando perdem a última pétala”. Tomou fôlego, fitou Julian Gasmar e calou-se. Não tinha a pretensão de fazê-lo revoltar-se com seu falso descaso. Queria que Julian Gasmar se apercebesse de que somente de si dependia a decisão de salvar a rosa.

Então lhe disse: “mas se quer mesmo salvá-la, Julian, faça-o! Meta a mão na roseira, abra espaço na sebe e salve a rosa, mas a salve intacta, protegendo suas pétalas e seu caule. Se quer mesmo salvá-la, Julian, afugente os medos de se ferir... é preciso se ferir para tê-la em seu vaso, ou ao menos ter a coragem de regatá-la mesmo podendo se machucar”.

E quando Julian Gasmar deixava a botânica, arrematou: “Julian, ou os espinhos da roseira machucarão tuas mãos ou sufocarão a rosa, cabe-lhe decidir o que doerá mais”.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Intercom



Vamos lá,

artigo aceito!

Cine poeira... Santa Maria e sua reinvenção.


segunda-feira, 20 de julho de 2009

Dia das amigas



Por mais que algumas marcas tentem desvirtuar o significado deste dia
e transformá-lo em oportunidade de consumo,
é um dia para passar o filme das brilhantes pessoas que nos acompanham.


Uma foto antiga com Rafa,

Você se lembra desse dia amor?

eita!!!


amo amo amo...

domingo, 19 de julho de 2009

Piscina



A pouco estive em um clube que sempre frequentava na infância.


Naquela enorme piscina que me assustava,
pude hoje cruzá-la sem medo algum.

Fui de uma ponta a outra, mergulhei, bati as mãos
e lembrei das loucuras cometidas naquele espaço.


Olhei detidamente para o céu escuro dessa cidade,
alguns pontos luminosos, os coqueiros que margeiam o clube.


Ah, que delícia.

sábado, 18 de julho de 2009

Como antes



Cruzar uma cidade, não tão grande e nem assim miúda.


Correr suas ruas, dobrar suas esquinas, ver o calmo, o alegre, a vida cotidiana.


Entrar sem precisar bater palma, só empurrar o portão, acomodar a bicicleta.

Ver aquela gritaria das crianças... tomar o café, um tanto doce, e que sinto muita falta.


Momentos raros, que não troco por nada.