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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Bastidores


Uma delícia ouvir um pouco do passado. Segredos, sonhos, lutas incansáveis.
Pela manhã, conversei com Professor Orlando, um dos entusiastas da UFG. Participou da criação da escola de engenharia, faculdade de artes e o instituto de matemática e física.


Diversos embates, disputas de poder e muitos projetos apresentados ao congresso nacional.


Após muitas discussões, em 14 de Dezembro de 1960 é decretada a criação da UFG. Este bucadinho de informações dá um sabor diferente ao caminhar pelo campus, e por tudo que envolva esta universidade.
Prédios que escondem muitas histórias, prédios que abrigam muitas possibilidades.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

A invenção da vida moderna


Dizer modernidade é refutar um passado de trevas, feudal e teocêntrico?
Uma possibilidade, contudo, o que deixa certezas é a agilidade, rapidez e efemeridade dos nossos dias.

Vinte quatro horas não são suficientes para efetivarmos tantas demandas, projetos, desejos e sonhos.

Metrópoles no início do século XX viviam a diáspora do elemento urbano em confronto com o rural. As cidades tornaram-se perigosas, a beira de um ataque de nervos. A ansiedade é a tônica citadina.

O bonde, o trem, o automóvel, o avião. Espelhos da natureza transformada, condensou o recorte espaço/tempo, diluiu fronteiras. Entretanto, potencializou o desejo pelo novo, um entretenimento compensatório para tanta rapidez.

Nesse sentido, o cinema veste muito bem no manequim das cidades. É a própria sequência absurdamente rápida ( pensando o cinema médio). Imagens em abundância, narrativas explosivas, diálogos efusivos, duelos, mortes e mortes.

Sim, a morte.
Estes meios de transportes causavam pânico generalizado. As pessoas não entendiam muito bem seu papel de pedestres, tão pouco condutores os percebiam como vidas. Desastres, escatologias e mutilações faziam a festa em jornais.
Seria uma forma de aprendizado, de entender a crueldade das máquinas que fragiliza o corpo.
Ver para acumular referências, previnir-se. Mas também um alimento para o cotidiano exaustivo. O trabalho repetitivo, as funções estáticas. A palidez dos dias que se seguem.


A imprensa escatológica de 100 anos atrás não precisa ser buscada em museus ou arquivos públicos. Poderás ter acesso em uma banca próxima. Claro, com uma diagramação impecável e todo o tempero do medo e pavor em" estar vivo".

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Tanta desordem


Drica Morais esteve em terras goianienses.

Trouxe na bagagem uma deliciosa comédia. Flertes com filósofos, confissões de uma mulher inventada na modernidade. E principalmente, questionamentos pela obsessão informacional.

Entre ditos e interditos, ficam cenas a dizer mais do que deveriam. Relacionar o cotidiano, as pequenas movimentações, com o que ignoramos. Ou talvez não precisássemos saber.
Um dizer pouco comum. A excessiva medicalização da vida, e as anulações que buscamos para suporta-la. Cada um a seu modo, ao seu mundo.

Ela está certa, o Teatro Goiânia é lindo, mas precisa de uma reforma!

sábado, 15 de novembro de 2008

Tenho


Quando se pensa em estética, longe da redução do termo no contexto midiático, há formas de se vivenciar e constituir subjetividades.

Existir para produzir, proteger, preservar.

Existir para hesitar, refutando, refugiando.

Moldar o belo, contrapor o feio, e as intensas nunces e possibilidades entre eles.

Buscar na própria humanidade a força motriz e reveladora.

Sentir em palavras orquestradas, músicas, audiovisual e poesia as vontades de vida.

E quanto aos mullets? Uma releitura, várias vertentes. Uma estética goianiense?

Ah... Goiânia e suas surpresas. Cidade menina.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Manifiesto Contra-sexual


Quarta, no Ser-Tão, discutimos o primeiro capítulo desta intrigante e desestabilizadora obra de Beatriz Preciado.


Possibilidades, questionamentos, desconstruções. Proposições para caminhos alternativos de existências. Sexualidades deslocadas com o intuito do respeito, pluralidade e interações.


Muitos deveriam assinar o contrato proposto por Preciado, ou reelaborar o contrato, sugerir, suprimir, criar.


quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Quereres


Ah, Marcelo e eu estamos finalizando o documentário "Quereres: Um exército de amantes não pode falhar". Falta pouco, apenas os créditos, não sei se é por ser cria nossa, mas acho que ficou bom, singelo e complexo. Suave e agressivo. Enfim, em breve coloco aqui.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Belezas

Diante de tanto cuidado, carinho e olhares avassaladores, até estragaria o video se ousasse escrever mais.

Então, sinta.

http://www.youtube.com/watch?v=8Fo0HOb2eEo&feature=related