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terça-feira, 7 de outubro de 2008

Filhas da Chiquita


Tudo quase certo, coisas a mil e tudo deve ficar pronto as 20 horas.

Dar fim a saudade do Pará, do norte, daquela vastidão de belezas, expressões, singularidades.

Vamos em um momento atípico, como um próprio belenense disse a cidade é uma antes do sírio e se reorganiza de uma forma impar na festividade.

Não vou para segurar na corda e fazer promessas à santa, quero é ver a festa profana, travestis,lésbicas, gays e bi : na procissão as filhas da chiquita.

A festa da chiquita é parte integrante do sírio de nazaré, foi tombada como patrimônio imaterial e cultural da humanidade peli IPHAN. E estarei lá para ver isso, ainda não acredito

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

prelúdio


A primeira lancheira, caminhos certos, árvores, maçãs. Um fim de tarde saboroso, pernas preguiçosas no sofá. Na tv as aventuras de Doug. Era meu favorito, estava alí ao lado de pedrinho, emília, mônica, nino, zequinha, meena...tantos, tantos.

Bom voltar do campus, ouvir palavra cantada...rato, meu querido rato.

ahh, sou ainda esse menino ruivo, com a música na ponta da língua.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

18


Uma quarta feira cheia de surpresas, trabalho e calor.


Comemoramos o sucesso do seminário, a repercussão em Goiânia e também no Brasil.


As vezes entro muito no espírito dos eventos, seminários, e acabo não voltando pra realidade. Esqueço da vulnerabilidade, subalternação e violências simbólicas impostas diariamente. "manera aí", eufimismo para constituir um sujeito abjeto, desprovido de direitos e silenciados pelo ódio, pela ignorância e pelo esvaziamento de sentidos, solidariedades.


Sem palavras, sem ação, com o gosto da impotência. Lutar alí? gritar, dizer estou aqui! Não tive forças. Tive pena daquelas pessoas, da mesquinharia de suas vidas, daquelas limitações, da arrogância. Olhei nos olhos daquela senhora, do rapaz e lamentei por não serem de fato humanos. Se cristão fosse eu, diria: "oh pai, eles não sabem o que dizem".



*No hipertexto olha quem acabo achando. Solto no Cyber-espaço: Rodrigo de Campinas. Saudade de ti rapaz, pessoa maravilhosa e com uma energia para desmontar estas grades de preconceito e ódio.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Linha de Passe


Cinema com o grande amigo Lucas já é uma tradição. Assistimos, comentamos e nos maravilhamos.

Este filme tocou-me de forma dolorosa, e também saborosa. Tensões, apertos na poltrona, comoções. Quase lágrimas, muitos sorrisos. Lindas cenas, uma trilha absurdamente poética e uma atriz que não ouso adjetivar.

Caminhamos pelo vaca brava, comentamos sobre sonhos, cenários futuros, perspectivas.

Uma noite muito agradável, gentil e inquietante.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Belém


Se vontades andaram me assaltando nos últimos dias, creio que se dissipou, ou não. Explique, explico. Não quero ir para Belém, aliás isso é uma vontade, vontade de não ir. Ficar aqui em goiânia, organizar o armário, ver vídeos, concluir crime e castigo, as avós...mas quero ir, aliás, o pior é que sei que vou. Como o Dorivan disse, sou patológico, quando vejo já embarquei e deixei tudo para trás.

E confesso, saudade do Pará, do tacacá, maniçoba, tecno-brega, açaí de verdade. Caminhar pelas docas na tarde que caí, fitar a imensa baia de Guajará.

Acho que vou. Combinemos assim, pensarei sobre isto depois, agora me deixe aqui na quentura do café e a voz rouca do mp3.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Sertão


O seminário ocorreu de forma tranquila, intensa e poética. Discussões calorosas, pessoas edificantes e múltiplos olhares. Trabalhar na companhia de amigos é uma experiência particular, interessante.

Terminou com gosto de saudades, promessas e muitos desejos de continuar.
Sábado, em particular, foi um dia interessante. Companhia agradável em um almoço atrasado e ficar preso no ônibus esperando a chuva acabar.Enfim, chove no sertão.

Para não dizer que tudo foi perfeito, conheci uma pessoa detestável. Aliás, dispensável, mas que possibilitará grandes risadas ao relembrar suas encenações.
Música boa, que tantas vezes nos exaltamos no teatro. Fizemos coro, levantamos a mão e nos emocionamos junto com Eugênia.

Parece
(João Caetano)
Parece alegria que ouço na minha voz
Parece que essa chegou pra ficar
Parece mentira ninguém é mais feliz que eu
Parece tão bom, tão bom, você gasta de mim

Parece verdade o amor amadureceu
Parece que é vinho só fez melhorar
Parece que a vida agora é só você e eu
Parece tão bom, tão bom, você gosta de mim

Olha o meu peito ainda é sua casa
Merece reparos pra você voltar
Pois tudo estava tão abandonado
O teto e o piso empenados
Paredes quebradas sem cor
Mas olha o meu peito ainda é sua casa
Com o tempo faremos um novo lugar
Talvez ele não seja nada do que era antes
Parece daqui em diante
A casa tem dono outra vez
Você esta comigo de vez

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Escola


Nunca gostei de mexer com cola no colégio. Minhas mãos ficavam sujas, a superfície desigual, enfim: uma tragédia.

De um tempo pra cá ando gostando muito de colla..oops cola.. Espero que cole, aperte, abrace, como os desenhos famigerados da infância.

Que o caderno fique menos áspero, mais uniforme. Ou não. Que tudo seja como for.
Fragmento de uma música em homenagem a cola.
Validuaté:


..."Que cola tudo o chão rachado do sertão
Os cinco dedos da mão as bolhinhas da água em ebulição
Esse negócio de desconstrução nunca foi uma boa não
Super bonder é um multirão pela epopéia do unitário
Para que tudo vire um num belo gozo sanitário
Volte a terra pra pangéia nesse ritual otário
Feito um santo salafrário para o parafuso solto
Super bonder para a desunião mundial
Super bonder para os cacos de amor
Super bonder para o big- bang pós-modernidade
Super bonder ah! houve um lindo casamento
O casal não tinha alianças
E o padre então passou super bonder nos dois
Os dois à milanesa no super bonder
Os dois num rocambole de super bonder
Os dois num banho-maria de super bonder
Ah! e os convidados os convidados não tinham arroz
E xiringavam super bonder no casal apaixonado"...