Lembrei da princesa Sarah, da rainha malvada, do cavalo com voz de galã e de excelente estirpe.Meu amigo Luiz sempre foi fã de cavalos, mas o que ele queria mesmo ser era uma amazona, ao estilo de Xena.Quase conheci uma égua que passou por uma traquiostomia, espero que ela esteja bem. Espero mais ainda que o sorriso do rapaz que cuidou daquela égua nunca se desfaça.Hoje foi uma tortura, três horas seguidas de filmes trash. Sentia que os curtas-metragens nunca acabariam, enfim acabou...mas rimos muito. Zé do Caixão com certeza amará a onda de homicídios sobrenaturais na capital amarelada.Eita vontade louca de ouvir Nara Leão, então me rendo, vou para a casa do Dóris e escuto pacientemente esta doce voz."Ah, se viver fosse chegar...por um mundo no tal de rodar"
Olha só o cara estranho que chegou, parece não achar lugar... Sem deleites literários não sei explicar o dia anterior. Começou de forma preguiçosa, com a chuva fina, suave, refrescante. Comi um pouco do quibe de soja do jantar, falei algumas coisas com minha mãe, tias, primos. Fui de 008/veiga jardim-centro. Um discreto contigente de lgbttt's deslocavam-se para a avenida araguaia. Fui para a casa do Dóris, dançamos, rimos, conversamos e fomos para a parada. Conversei com muitas pessoas, muitos abraços e sufocos. Senti saudades, nossa foi uma dor sufocante, parece que ele estava em qualquer esquina, me surpreenderia, apareceria e me daria um demorado beijo. Mas ele não estava, perdido na vastidão, em terras distantes. Sem ser dramático uma música me desconcertou, ela foi tocada ao vivo por umas 6 pessoas em um trio elétrico:Ida Corr vs Fedde Le Grand Let Me Think About It (tive que procurar no youtube a música, não sabia quem cantava rs.) Esta era a música do despertador, lembrei do meu mal-humor ao acordar, das briguinhas, carinhos e abraços pela manhã.
Tive uma conversa com um amigo, conversa dura, sincera, olhos fixos, toques. Senti uma pessoa querida e especial. Te amo meu amigo.
Filme que me custou algumas cochiladas pelas aulas de manhã.Poucas referências tinha sobre outra forma de vivenciar experiências fora dos marcos da heterossexualidade.Algumas lições bacanas, discussões sempre silenciadas pela estética hollywoodiana. Hierarquias, formas de lida com tensões étnico-raciais, de fronteiras e migrações. Um filme que vale a pena rever.O Estevão disse que na adolescência o seu apelido era Chichi, qual o motivo?!Rs.Estamos aqui na casa do Dóris, vendo o quanto éramos mais empolgados com multidão e criando táticas para írmos no mutirama.
Um pouco depois de quase fragmentar meu crânio no ponto de ônibus, Osmar e eu fomos pelas melindrosas ruas nas adjacentes à vila lobó. Medo, medo, medo...terra vermelha na rua e sem calçada. Perguntamos a uma jovem rapariga qual o caminho do Shopping, nem escutamos tamanho foi o medo dos " amigos" que se aproximaram. Continuamos marchando...ao passar pelo parque flamboyant mais uma pérola para o nosso repertório coloquial: gente é ok! não é uhhhhh.. impagável ouvir aquilo. Chegamos ao não-lugar oopss shopping..fome fome fome..tô ficando impaciente, minha fome é persistente, como o que vê pela frente (quase tudo). Sanduíche vegetariano..isso! Nada disso: "Senhor, não estamos aceitando cartão temporariamente". Mudanças de planos, aliás preguiça mesmo de ir no caixa e tirar dinheiro. Vimos de longe aquela batata. Osmar relutou: parece uma bomba de gordura. Então vamos no caixa? Não, vamos de batata mesmo, disse Osmar. Depois de mais problemas técnicos, de uma atendente indisposta e umas pessoas efusivas...tantantantan: a batata recheada em nossas mãos! Admirei aquele tubérculo gigante, recheado de queijo, batata palha por cima..uma, duas, três garfadas..fitei osmar, voltei os olhos para o prato..enguli mais um pouco. Tick tac, tick tac...não aguento mais, gritou meu amigo! Só tem batata e queijo, nada mais, nenhuma perspectiva de mudança de paladar, algo mais temperado, que quebre essa hegemonia...Empurramos a bandeija, já sentíamos as consequências da nossa escolha alimentar. Foi traumático, depois insistimos na sobremesa "Uma casquinha de chocolate sem rato por favor" o olhar do mac escravo foi de ódio para meu amigo. O mac rapaz ainda me deu aulas de inglês: " é mec, não mac!! uiiii Por fim, osmar encontrou próximo ao cine severiano ribeiro um grande amigo, né? muito bom essa terça-feira!
6:50 o despertador...hum, mais um pouco, alguns minutinhos. Havia dormido em cima do ato fotográfico e da mensagem fotográfica. Seminário no outro dia bem cedo. As 7:26 levantei correndo, nem banho tomei, se bem que havia tomado banho 4 horas antes. 5 minutos no ponto e tarããa: surgiu o 302 campus marista.A apresentação foi bacana, tranquila. Falamos de ministros da corte de Luiz XV, silhuetas na sombra, apreensão da imagem, a busca por registrar o que se perde, o que se parte. Narciso foi pertinente na constatação do ato fotográfico. Ele, Narciso, é o próprio índice, o começo de uma aceitação ao real do sujeito como se alí fosse ele representado, afundando naquela obsessão imagética, quase não ha renúncia a essa condição.Depois foram brincadeiras no campus, bandeiras, faixas e frases. Um ensaio para o domingo.Confesso que não gostei, por motivos que cá não digo, mas sei que uns e outros atinam da mesma forma.Vontade de cinema.
Vontades muitas tenho de escrever para algo/alguém que nestes dias mudou radicalmente minha rotina, sonhos, desejos e paixões.
Ando sorrindo atoa, tropeçando pelos pátios, deixando o café cair. Um sentimento de completude, ao mesmo tempo de uma ausência. A própria fotografia coloca-se como deflagração da distância, insistindo: ele não está aqui.
O seminário do ser-tão se aproxima, estou com energia, desejo em construir/participar/contribuir. Contei a alguém o que estava sentindo, essa confusão e até mesmo o desânimo, vontade de largar tudo, não olhar pra trás...mas um ano passa rápido, ela me dise. É verdade, passa mesmo
Vou tentando terminar de ler a "mensagem fotográfica" do Barthes, apreciando detidamente certas fotografias.Saudades.
A semana em São Paulo foi deveras interessante. Queridos amigos, conversas, risos e muitos momentos de reflexão.
Quero mesmo é contar certas coisas, mas por certo aqui não posso. Escrever um pouco sobre os dias especiais no interior de São Paulo, no litoral.
Quase desci em Caldas Novas, deu vontade de ir pra perto da mãe, ver a tia Fátima e pensar que eu tinha 13 anos. É, mas não dá mais pra fazer isso, responsabilidades, compromissos e um monte de entraves dessa tal coisa de ser adulto.
Parafraseando alguém: o "x" é ver como serei liberado para ir a Belém!!