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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Das coisas que dizem



Esta polissemia das palavras vez ou outra nos dão dores de cabeça.


Eu digo isto para o moço, ele não entende da forma como imaginei. Ele devolve uma palavra, com um intenso poder de machucar. Que juntando quatro ou cinco palavras geram uma noite tensa e desconfortável.


E eu gosto de palavras...e de proferí-las. As vezes, é um tanto melhor o silêncio. Ele nos diz tanto, tanto, tanto.


E então lembro de um texto, na terceira série, nos meus nove anos:


Poesia é... brincar com as palavras


como se brinca com bola, papagaio, pião.


Só que bola, papagaio, piãode tanto brincar se gastam


.As palavras não:Quanto mais se brinca com elas, mais novas ficam.


Como a água do rio que é água sempre nova.


Como cada dia que é sempre um novo dia.


Vamos brincar de poesia?


terça-feira, 9 de junho de 2009

Um convite



Deixar quem sabe as confusões do dia. Na estrada, cruzando infindáveis distâncias.

Chegar naquele lugar. Buscar a pousada, fazer o registro. Dizer no teu ouvido coisas que faremos após o café.


Caminhando entre pedras, areia e sal, um tropeço. Um encostar proposital ao teu corpo. Tal aproximação deixa os pêlos eriçados, aguça um pouco mais os sentidos.


Reclamo do seu humor. Reclamas do excesso de dedos que tenho contigo.

Tiras do teu prato o que para mim se faz vital. Do meu, não resta nada do que tanto te agrado.


Damos sequência ao nosso instante. Olhamos detidamente a onda que se perde, forma outra, outra forma. A espuma que tocou nossos pés. As roupas cairam, num quase puxar do mar. Rimos.


Um estranho pensamento: como será o próximo, e o outro e o que virá mais adiante? É um tanto assim...as pessoas entram, ficam um pouco, vão embora. Somos um tanto dos que partiram. E talvez hajam reencontros. Confesso que os evito. Não pelo medo de dar as mãos. Mas por não enxergar alí o que foi há tempos, sofreguidão e ansiedades.


Deitaremos no rede por esta tarde. Ela nos cabe, não em pleno conforto, como se espera. Mas de tal maneira que os braços dão conta do incômodo que é te querer. O beijo é propício.


E voltamos pra casa.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Indo pra Brasília


Odeio quando não posto o que queria. Em verdade, era uma historinha, um devaneio. Mas daí que esqueci no caderno. Deixo então para outro momento. Daqui a pouco vou pra Brasília...ver a Rafa, êêê!

Então, ao voltar, recuperarei o pequeno texto. Escreverei sobre o intercom, e quem sabe mais algumas desventuras.

domingo, 31 de maio de 2009

O balé



É como a dança, ou não?

São olhares, pouco a pouco acrescidos de estima. Suave forma de dizer. Mais propício que o toque. Ou o toque que não está, que se faz necessário.

Cá no fundo não entendo. Dizer bem alto, alto mesmo aos amigos. Gritar de fora, para o interno, o intermitente.

Há mais disposição? De fato ainda não sei se é assim o tom da estória. Mas há o esforço de borrar o desenho que se fez.

Esses tropeços...já tinha percebido os sintomas...o café quase caiu no fim da tarde, pela escada. Comprovado: o café vai ao chão, há coisas mudando...coisas chegando. Chegou, mas talvez com uma boa mala para partir.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Na aula de inglês


Estou aqui no inglês instrumental.
Toda atividade que utiliza computador acabo entrando na net, olhando o email, o orkut.
Senti vontade de escrever um pouco.


Ontem entreguei o texto pra Maria Luisa, tô que não me aguento pra saber o que ela achou.

Íamos ao show do Bnegão, mas desviamos do caminho, os meninos preferiram ir ao atena.
Enfim, estava num momento mais "liberdade", não queria ficar preso em uma mesa, ouvindo música remix, de péssimo gosto.
Mas a conversa foi bacana, interessante. Cheguei em casa, "meio alegre", fui ouvir caetano.

hummm

agorinha estava numa palestra no pecuária (que lugar asqueroso), acabei saindo antes de começar, depois de ficar mais de uma hora.

Eis o clifford, meu desenho favorito nessa fase um tanto adulto, muito menino.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Das vagas lembranças



De noitinha, quando se fala bem baixo. Na verdade sussurros.

Articulou-se uma ou outra palavra. Fracasso visível, risível.

Sei de quase tudo que motiva. Ou tal ímpeto é maior que dois minutos?

Tropeçou na calçada, aquele sorriso malicioso.


ahhh... a menina disse algo, ele não compreendeu. Olhou nos meus olhos, "está tudo bem"? Mentalmente respondi: você nem imagina...


Bom, muito bom. Corte milimetricamente concebido. Barba por alí, sem incomodar, sem se dar ao exagero. Passos tão firmes, olhar altivo.


Ainda não o ouvi tocando. Quando terei essa honra?


Que seja em breve.


domingo, 24 de maio de 2009

O circo



Cheguei em Caldas no começo da noite de sexta feira.

O allan foi até a rodoviária, conversamos bastante, demos uma volta pela cidade.
Decidimos ir ao circo.
O espetáculo, na verdade, foi bizarro.
Um palhaço com piadas homofóbicas, exploração de animais, trabalho infantil.

Triste ver aquele urso americano no palco, no fim tomando uma garrafa de refrigerante, mijando no palco.
Uma criança de dois anos falando palavrão, quase dormindo em pé, sendo espetáculo para uma platéia sedenta.

Uma contastação: a educação brasileira vai mal, muito mal.

Depois do Freak show, andamos por aí, uma noite fria, bebendo um pouco em um bar, conversando bastante. Noite perfeita...inesquecível!